Uma solução pode reduzir o tempo de uma atividade e ainda assim não ter seu retorno financeiro comprovado. Para a Caso de Uso, distinguir essas duas coisas faz parte do trabalho.
A medição começa antes da implementação
A linha de base registra como o processo funciona hoje: tempo consumido, volume, custo, erros, retrabalho ou outra métrica relevante. Sem essa referência, fica difícil separar uma melhora real de uma percepção.
Também definimos quem acompanha o indicador, onde os dados serão registrados e em qual período o resultado será avaliado.
O investimento inclui operar a solução
Desenvolvimento e licenças são apenas parte da conta. Integrações, capacitação, revisão humana, infraestrutura e manutenção podem fazer parte do custo. As premissas precisam estar explícitas para que o resultado seja interpretado corretamente.
Tempo liberado não é automaticamente economia
Uma atividade mais rápida pode liberar capacidade para a equipe, melhorar o atendimento ou reduzir uma fila. Isso é um resultado operacional relevante. Para chamá-lo de economia financeira, é necessário demonstrar como essa capacidade se converteu em valor capturado.
Da mesma forma, uma expectativa de benefício não equivale a um resultado já observado.
A nossa regra
Antes de usar a expressão “ROI mensurado”, registramos:
- a linha de base do processo;
- os custos considerados;
- o indicador de benefício;
- a janela de medição;
- as premissas e limitações do cálculo.
Se as evidências ainda não sustentam o retorno financeiro, comunicamos a hipótese, o potencial ou o resultado operacional. A clareza sobre o que foi medido é tão importante quanto a melhoria em si.